AfroRicky aposta na diversidade de culturas no processo criativo

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AfroRicky é uma marca de roupas moçambicana independente que existe criada em 2008, a partir de inspirações de adolescência da sua criadora Ricância Agira Macuácua, na altura com 16 anos, em Maxixe ‐ Inhambane. A marca veio a ser oficialmente lançada em 2012, em Maputo.

Os artigos produzidos reflectem uma fusão entre a cultura tradicional africana e a moda moderna, com os artistas comprometidos em fazer cada item com a máxima atenção aos detalhes e ao respeito pelos padrões africanos.

Nos primeiros anos da marca, o foco cingiu‐se em entender as tendências que dominam a demanda do público consumidor, trabalhando‐se com pessoas de diferentes contextos sociais, económicos e culturais.

Nos dias que correm, Ricância Agira Macuácua, fundadora e designer-chefe da AfroRiky assume que o seu elenco está focado em humanizar a marca e agregar mais elementos humanos diversificados a esta nossa união de culturas – “em conjunto enquanto falamos as mesmas línguas infinitivas da moda, ainda em estado embrionário, indústria da moda moçambicana através de moda contemporânea e criações ilimitadas”.

Reina no espírito colectivo desta promissora marca a crença de que a moda é universal.

“Procura‐se sempre identificar os aspectos comuns em diferentes culturas, padrões e tecidos, buscando uma verdadeira identidade africana e moderna enquanto tentamos falar línguas de moda diferentes, sempre permanecendo fiel aos valores moçambicanos. Nosso objectivo final é fazer com que a mulher de todo o mundo se sinta confiante, com um estilo único e ousado ou mesmo uma moda modesta pouco original”, descreve Ricância Agira.

Esta agendada para breve a inauguração da galeria AfroRicky, aonde poderão contemplar e adquirir os artigos das suas colecções. O colectivo prepara também a celebração dos 10 anos da marca.

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Quem é a talentosa Ricância Agira?

Ricância Agira Macuacua, actualmente com 25 anos, é natural de Maxixe, província de Inhambane, terra onde deu os primeiros passos na moda, experimentando a partir de 2008 diversos intercâmbios culturais nas suas inúmeras viagens por Moçambique. Esta experiência permitiu que ela estudasse os padrões de capulana em um nível muito profundo, ao mesmo tempo em que lhe daria uma visão única sobre o significado que a capulana tem para a mulher moderna (pessoas) em todo o mundo.

Grande passo ainda no alvor da sua carreia deu‐se em 2013, quando foi convidada pelo Ministério da Cultura de Moçambique para fazer parte do conselho de moda do Festival Nacional da Cultura, que contou com participações especiais da Suazilândia, Marroco e a França.

AfroRicky

E porque o sonho de Ricância é ver o desenvolvimento da indústria da moda moçambicana, a mesma busca não só usar os utensílios de corte e costura como armas, mas envolvendo a AfroRicky trabalhando em actividades de reflexão nesta área.

Fruto disso é o projecto “Moda Feita Em Moçambique” em simultâneo com “A Capulana no Mundo da Moda”, cujas actividades consistem em debates e demonstrações. Aqui aborda‐se o impacto da mesma sociedade moçambicana e como é consumida lá fora, em torno do valor que tem e o valor que esta perde.