Alek Wek: de refugiada a supermodel

Alek Wek: de refugiada a supermodelo

Alek Wek deixou o seu pais, o Sudão do Sul aos 14 anos de idade para fugir de uma guerra civil assassina. Antes de ser uma modelo bastante famosa, Wek vivia a vida de forma humilde, sem agua canalizada e electricidade na sua aldeia na província de Wau. Foi descoberta em Londres, depois de ter fugido, num parque por um olheiro da agência Models One.

Revolucionou o mundo da moda: uma modelo sem falta de auto-estima. Com a sua pele muito escura, a sua perna de gazela assumiu a diferença. Costuma sempre dizer que é muito bonita e se sente sempre assim por causa da educação e da confiança transmitida pela mãe. “Para mim, nunca houve uma definição de beleza. Eu acho que todos nós temos algo a oferecer e quando a beleza emana de dentro, não se pode negar isso”, disse a supermodelo.

Além desta auto-estima que desafia as referencias mais clássicas da beleza na moda, Alek também foi a primeira modelo negra a fazer capa da revista Elle em 1997, sempre foi engajada na luta contra o racismo, deu visibilidade aos refugiados e manteve se optimista para superar as barreiras raciais.

Finalmente tornou-se numa das mais icônicas modelos do planeta. Não aceita empregos que são só para modelos negros e para antecipar-se ao racismo, para não deixar-se atingir, nunca desfila ou participa em sessões fotográficas se, sente algum comportamento especifico ou com tendência racista.

Alek Wek tornou-se numa referência na moda e para muitas modelos negras. Uma modelo fiel a si mesma e que usa a sua notoriedade para chamar atenção para a situação crítica no Sudão marcada pela crise politica que desencadeou numa sangrenta guerra civil. Nunca se esquece de ter sido uma refugiada e de onde vêm. Como membro do U.S. Committee for Refugees’ Advisory Council, ajuda a consciencializar sobre a situação difícil dos refugiados no Sudão e em todo o mundo.

Por: Anne-Laure Josserand