O “cheque gigante” do campeão Ferroviário da Beira

O cheque gigante do campeão Ferroviário da Beira

Numa altura em que vive‐se um clima festivo nas bandas de Chiveve, pela conquista da Liga Nacional de Basquetebol por parte do Ferroviário da Beira, o debate em torno da premiação monetária do novo rei da modalidade do balão ao cesto no país tomou conta das redes sociais.

Duzentos mil meticais (3,3 mil dólares), é tudo o que a Federação Moçambicana de Basquetebol e a gigante patrocinadora da competição, Mozal, prepararam para premiar o representante do país na Taça dos Clubes Campeões Africanos. Um dos dos protagonistas de 5 grandes jogos da final, a maioria dos quais com o pavilhão lotado, sem contar com logística e contingente movido para que as equipas estivessem ao nível de grandes exibições.

Não só das hostes beirenses, como por todo o país, foram milhares os comentários de repúdio ao aparente desprezo ao qual o basquetebol nacional está votado. Foi choque quase generalizado entre os moçambicanos, quando se fez a entrega do cheque gigante, mas com conteúdo demasiado parco para aquilo que é a dimensão de um campeão nacional da modalidade.

Importa lembrar que, para além de contar com o patrocínio da robusta Mozal, a LNB teve a particularidade de ser transmitida em sinal fechado na televisão, ou seja atravês de uma operadora de de TV à salelite.

“Haja respeito…. A empresa Mozal só veio neste basquetebol fazer publicidades e nada mais. Não me surpreendo quando ouvir (que) MVP ganhou cinco mil meticais… O basquetebol mostrado pelas duas equipas menos na final (a melhor de 5) não merece este insulto”, disse o internauta Choze José, num das milhares de críticas no Facebook.