Assassino de cinco filhos é condenado à morte nos EUA

Homem que matou cinco filhos é condenado à morte nos EUA

Timothy Jones Jr., que matou seus cinco filhos em Agosto de 2014, foi condenado à morte nesta quinta-feira (13) na Carolina do Sul, nos EUA.

Na véspera, sua ex-mulher e mãe das crianças – que tinham entre 1 e 8 anos – Amber Kyzer, tinha pedido que ele não recebesse esse tipo de pena porque “os meninos o amavam”.

Jones Jr., de 37 anos, foi condenado à morte porque a decisão do júri foi unânime, após menos de duas horas de deliberação. Caso apenas um dos jurados tivesse discordado, ele receberia uma pena de prisão perpétua sem direito a condicional, como pedia sua defesa.

Em seu pronunciamento final, o advogado de defesa pediu que ele fosse poupado, se não por si, por sua família, que já sofreu com tantas mortes. Quando a sentença foi lida, o pai de Jones Jr. segurou a cabeça com as mãos, enquanto outros parentes choravam.

Jones Jr. é a segunda pessoa a ser condenada à morte na Carolina do Sul nos últimos cinco anos. O estado não executa nenhum prisioneiro desde 2011 e atualmente não possui as drogas necessárias para aplicar uma injeção letal.

Crimes

O homem admitiu que obrigou o filho Nathan, de seis anos, a fazer exercícios até desmaiar e morrer depois que ele quebrou uma tomada, e algumas horas depois decidiu matar as outras quatro crianças.

Segundo o promotor, depois de matar Nathan, ele chegou a sair de casa para comprar cigarros e levou junto a filha mais velha, Merah, de oito anos, para que ela não pudesse chamar a polícia, deixando os filhos mais novos com o corpo do irmão.

Ao voltar, ele estrangulou Merah e Elias, de sete anos, com as próprias mãos, e Gabriel, de dois, e Abigail, de um, com a ajuda de um cinto.

Durante nove dias Jones Jr. dirigiu com os corpos dos filhos dentro de sacos de lixo em seu carro, até que os dispensou em um acostamento no estado de Alabama. Ele foi preso horas depois, quando um policial de trânsito no condado de Smith, no Mississippi, sentiu um forte cheiro de decomposição ao parar o veículo para uma inspecção de rotina de documentos.

No julgamento, seus advogados alegaram que ele sofria de uma esquizofrenia não diagnosticada, agravada pelo uso de álcool e drogas, e que ficou transtornado depois que sua esposa o deixou.

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