Ex-banqueira do Credit Suisse confessa ter recebido 200 mil dólares de suborno das dividas ocultas

Ex-banqueira do Credit Suisse confessa ter recebido 200 mil dólares de suborno das dividas ocultas

Uma ex-banqueira do Credit Suisse Group entregou-se voluntariamente a justiça americana e declarou-se culpada da acusação de branqueamento de capitais no caso das dívidas ocultas, escreve a Agência Reuters.

A antiga gestora daquela entidade financeira de nome Detelina Subeva e com 37 anos, disse ter recebido 200 mil dólares de suborno. É a primeira dos sete acusados pela justiça americana a confessar os crimes de que é acusada, no caso das dívidas ocultas de 2.2 biliões de meticais, contraídas pelas empresas Ematum, Proíndicus e MAM, com garantias do Estado moçambicano.

Segundo escreve avança a nossa fonte, a ex-gestora do Credit Suisse Group que lutava contra extradição decidiu viajar voluntariamente de Londres para Nova York para enfrentar as acusações promovidas pelo Tribunal Distrital de Brooklyn.

Subeva, uma cidadã búlgara, afirmou que em 2013 seu chefe, Andrew Pearse, disse a ela que havia recebido uma recompensa de um milhão de dólares em conexão com um empréstimo de 372 milhões dólares para uma empresa estatal moçambicana. Acrescentou ainda que o suborno veio da Privinvest, empresa sediada em Abu Dhabi, que contratou empresas estatais moçambicanas.

A ex-banqueira disse que Pearse, seu antigo chefe, transferiu cerca de 200 mil dólares de bónus para sua conta bancária. “Eu concordei em aceitar e manter esses recursos sabendo que eles eram o produto da actividade ilegal”, disse a Subeva.

Após a audição desta segunda-feira, a mulher foi libertada mediante pagamento de caução. Além dela, a justiça-americana acusa outros dois banqueiros do Credit Suisse de ter participado do esquema. São eles Andrew Pearse, que era chefe do Global Financing Group do Credit Suisse e Surjan Singh.

As acusações dos americanos pesam ainda sobre Jean Boustani, o ex-chefe de vendas da Privinvest, que está sob custódia dos EUA, e o ex-ministro moçambicano das Finanças, Manuel Chang, detido há quase seis meses na África do Sul aguardando decisão sobre sua extradição.

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