Helena Taipo acusada de ser a “Boss” de desvio de mais de 113 milhões de MT

Helena Taipo é acusada pelo Gabinete Central de Combate a Corrupção de ser a “Team Leader” num esquema de que lesou o Estado moçambicano num desvio de mais de 113 milhões de meticais, valor este que pertencente a Direcção do Trabalho Migratório no intervalo compreendido entre 2010 e 2014.

De acordo com o processo número 29/GCCC/17-IP, o GCCC quando citado pelo Jornal Notícias, nesta quinta-feira avança que o desvio é referente às contribuições dos mineiros moçambicanos na África do Sul e da contratação de mão-de-obra estrangeira no país.

Neste processo, são acusados outros 12 arguidos dentre os quais servidores públicos, como Pedro Taimo, ex-coordenador do projecto dos trabalhadores mineiros na Direcção do Trabalho Migratório, Anastácia Samuel Zita, ex-directora da unidade, José António Monjane, ex-chefe da Repartição de Finanças e Sidónio dos Anjos Carlos Manuel, afecto ao gabinete da antiga ministra do Trabalho Helena Taipo.

Assim, os arguidos são acusados da prática de crimes de peculato, participação económica em negócio, abuso de confiança e falsificação. Com os mais de 113 milhões de meticais desviados, os suspeitos terão comprado viaturas, imóveis, cabazes e bebidas alcoólicas, tudo sem base legal.

E para o rombo financeiro de mais 113 milhões de meticais, os co-arguidos, além de levantarem dinheiro em numerário, convidavam pessoas das suas relações para se fazerem de fornecedores, dos quais recebiam facturas e recibos falsos para justificar a saída do dinheiro.         

Dos 12 arguidos, Anastácia Zita e José Monjane, quadros do Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social estão em prisão preventiva desde 24 de Junho.

De salientar que Helena Taipo está detida desde Abril, em conexão com o caso de desvio de pouco mais 100 milhões de meticais do Instituto Nacional de Segurança Social.

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