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Médio Oriente/Líbano: Naím Qassem eleito novo chefe do Hezbollah para substituir Hassan Nasrallah

ARQUIVO FOTO: Sheikh Naim Qassem, vice-líder do Hezbollah no Líbano, aceita condolências pela morte do comandante-chefe do Hezbollah, Fuad Shukr, que foi morto na terça-feira em um ataque israelense, nos subúrbios do sul de Beirute, Líbano. REUTERS/Mohamed Azakir/Arquivo de foto

O Hezbollah, a formação pro-iraniana, não tinha um líder desde a morte de Hassan Nasrallah em 27 de setembro, vítima de um ataque israelense na periferia sul de Beirute. Na terça-feira, 29 de outubro, o grupo anunciou a eleição de seu número dois, Naïm Qassem, como novo secretário-geral.

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O comunicado do Hezbollah informou que “o conselho de Choura”, a instância dirigente do grupo, chegou a um consenso para eleger o xeque Naïm Qassem como secretário-geral do Hezbollah. Esta mudança de liderança ocorre em um momento crítico, com a organização islamita chiita em guerra contra Israel.

Após a morte de Nasrallah, seu potencial sucessor, Hachem Safieddine, também foi morto em um ataque israelense no início de outubro. O Hezbollah confirmou essa informação na semana passada, assim como a morte de vários outros líderes do grupo.

Naïm Qassem, de 71 anos, é um dos fundadores do Hezbollah desde 1982. Em 1991, ele foi nomeado secretário-geral adjunto, um ano após os acordos que visavam a reconciliação dos libaneses após a guerra civil (1975-1990). Desde a morte de Hassan Nasrallah, Qassem fez aparições em três discursos televisionados, o mais recente em 15 de outubro.

Em sua última declaração, ele dirigiu-se aos israelenses, afirmando que “a solução” para permitir o retorno dos habitantes do norte de Israel, deslocados pelos ataques do Hezbollah ao longo do último ano, era um “cessar-fogo”. Caso contrário, ameaçou atacar “em todo lugar” em Israel.

Israel tem realizado intensos bombardeios aéreos no Líbano desde 23 de setembro, visando os bastiões do Hezbollah. O Estado hebreu afirma que a intenção é acabar com os disparos que atingem seu território no norte, permitindo o retorno dos moradores.

Desde 23 de setembro, mais de 1.700 pessoas foram mortas no Líbano, segundo dados do Ministério da Saúde libanês, conforme contabilizado pela AFP.

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