Mugabe exige pensão mensal “na mão” e cria discórdia no Zimbábwe

Mugabe exige pensão mensal na mão e cria discórdia no Zimbábwe

O ex-presidente Robert Mugabe não quer se juntar às filas dos bancos do Zimbábwe e quer que tenha um subsídio pago mensalmente pelo Estado e que seja feito em espécie (na mão/cash).

De acordo com o News24, verificou-se que Mugabe recebia, enquanto presidente, 20 mil dólares norte-americanos por mês e em espécie – enquanto aos cidadãos comuns continuavam nas atordoantes filas de bancos e a carregarem grandes quantidades do desvalorizado dólar zimbabweano em sacos plásticos.

Agora deposto e isento de qualquer processo judicial, Mugabe exige uma quantia fixa de quase meio milhão de dólares americanos e ainda uma pensão mensal de mais de 13 mil dólares, informa o Sunday Mail.

A presidente da Comissão de Serviço Público, Mariyawanda Nzuwah, escreveu em uma carta ao chefe do banco central John Mangudya: “O ex-presidente estava sendo pago seu salário em dinheiro e pediu que o mesmo arranjo fosse mantido”.

“Estamos gentilmente a solicitar que disponibilize um montante no valor de 467 200 dólares americanos e montantes monetários mensais de 13 333 dólares para que paguemos ao ex-presidente do Zimbábwe seus benefícios de pensão”, disse a carta.

A notícia alimentara a ira num país onde a escassez crônica da moeda tem atormentado os zimbabweanos comuns por quase dois anos. Uma fonte do gabinete do novo presidente, Emmerson Mnangagwa, disse este declinou uma tentativa de ser pago os seus ordenados em espécie como o seu antecessor.

Mnangagwa terá dito a um alto funcionário do banco central daquele país que “se ele precisasse de dinheiro, entraria uma fila para isso como todos os outros porque a escassez de dinheiro afecta todos os cidadãos e não exigiria tal tratamento preferencial e irregular”.

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