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Mulheres rurais pedem meios para aumentar produção

Mulheres rurais moçambicanas querem melhorar a sua condição de vida para “sair das estatísticas de pobreza”, mas para tal pedem acesso à educação, insumos agrícolas e às tecnologias de agro-processamento de modo a aumentar a sua produtividade.

“Ontem”, a principal luta que as mulheres rurais enfrentavam era contra discriminação. O tempo passou e “hoje” a luta é diferente, elas querem empoderamento e para saírem da pobreza.

“As mulheres rurais estão a trabalhar e trabalhamos muito. Não importa a hora, cuidamos das nossas famílias e das nossas machambas, mas o que nos falta são oportunidades e meios de trabalho”, por isso “pedimos material para produzir e fazer bem o nosso trabalho”, solicitaram as mulheres, durante a celebração do Dia Internacional da Mulher Rural, esta quinta-feira.

O pedido de meios de produção, por exemplo, foi feito à esposa do Presidente da República, Isaura Nyusi, que reuniu com a classe camponesa no edifício do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, por ocasião da efeméride acima referida.

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Rabeca Mabui, representante das mulheres rurais, disse que são vários os desafios que a classe de que faz parte enfrenta. Na agricultura, concretamente, “temos falta de insumos agrícolas”.

As mulheres rurais querem igualmente te acesso à extensão agrária, ultrapassar as dificuldades de acesso ao mercado, a falta de informação sobre os projectos de desenvolvimento, desenvolvidos pelo governo e o próprio acesso aos programas de desenvolvimento pois a nossa participação ainda é limitada”, disse.

Por seu turno, Celso Correia, ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, não ficou alheio aos pedidos e garantiu que o Governo já está a trabalhar no sentido de responder às preocupações desta camada social.

Reagindo aos pedidos do grupo, a esposa do Presidente da República disse que “a mulher é um elemento fulcral para a dinâmica de toda a sociedade”.

Neste contexto, a celebração do Dia Internacional da Mulher Rural, sob o lema, “Construindo a resiliência das mulheres rurais face a COVID-19” é indicação da consciência de que “no nosso país a pobreza e as desigualdades no acesso à terra e aos meios de produção ainda são um desafio para as mulheres rurais.

Isaura Nyusi garantiu que levou a peito as preocupações apresentadas, até porque “as mulheres rurais constituem a força vital e integral no processo de desenvolvimento”. São igualmente a “chave para o progresso socioeconómico”.

“O Governo constituiu o programa “Sustenta”, que visa integrar a agricultura familiar em cadeias de valor produtivas e assim melhorar a qualidade de vida dos agregados familiares rurais na salvaguarda da participação e interesse das mulheres”, disse a esposa do Chefe do Estado.

Segundo a primeira-dama, de 2017 a 2020, mais de dois milhões e 800 mil mulheres foram beneficiadas pelo “Sustenta” na primeira e segunda fase agora lançada a nível nacional.

Como forma de garantir a restituição da capacidade produtiva das mulheres vítimas da acção terrorista protagonizada pelos insurgentes, em Cabo Delgado, e ataques da chamada Junta Militar da Renamo, na região centro do país, a primeira-dama da República procedeu à entrega simbólica de kits de insumos agrícolas, telemóveis e bicicletas a esta força produtiva”.

Por: O País

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