Tudo o que precisa de saber sobre a vacina contra a Covid-19

Foi há pouco mais de um ano, em Wuhan, na China, que o princípio da pandemia foi identificado. Em 2020, o mundo inteiro enfrentou diferentes fases de restrições e confinamentos, mantendo no horizonte a esperança de uma vacina.

O final de 2020 e início do novo ano marcou o início da vacinação nos mais diversos países. É um processo que decorre numa escala nunca antes vista e que em alguns casos alimenta dúvidas.

erência de poderes.

Como sabemos se a vacina é segura?

Nunca há certezas absolutas, o que há são estudos e testes. A dinâmica começa sempre numa escala pequena e vai crescendo.No caso da primeira vacina desenvolvida pela germânica BioNTech e a norte-americana Pfizer, cerca de 40 mil voluntários participaram em testes antes de a vacina ter sido lançada. A Agência Europeia do Medicamento estudou e acompanhou os ensaios clínicos antes de dar luz verde à da Pfizer.

Nunca criaram uma vacina tão rápido. Porquê?

Se há coisa que esta pandemia nos veio mostrar é que a ciência continua a ter capacidade para nos surpreender pela positiva. O século XX foi, como nenhum outro, um século de desenvolvimento no mundo das vacinas.

Estamos habituados a que o processo de criação de uma vacina demore anos, por vezes décadas. Mas a verdade é que nunca tínhamos vivido no nosso tempo algo assim. A Covid-19 propagou-se independentemente por cidades e países, independentemente da geografia ou do clima, devido ao facto de ser de fácil contágio.

Nunca na história tínhamos tido tantos cientistas, laboratórios e governos empenhados num só problema (e em muitos casos com recursos financeiros como nenhuma outra doença teve). Isto não quer dizer que se tenham saltado etapas.

O que têm as vacinas?

As duas vacinas que vão ser administradas no mundo são descritas como vacinas de RNA-mensageiro. O termo é um pouco estranho mas na prática significa que os fármacos fornecem ao organismo uma espécie de código genético. Não se trata de alterar o ADN das pessoas mas sim dar que células que possam produzir proteínas virais que levam o corpo a responder com vírus de anticorpos.

Vacinei-me. A minha vida volta ao normal?

Era bom que fosse assim tão simples, mas não. As vacinas que estão a ser administradas são a da Pfizer e a da Moderna, cuja efetividade aponta para os 95 por cento no caso da primeira e 94 por cento no caso da segunda. Estes valores, no entanto, só poderão ser atingidos com a segunda dose.

É possível que a primeira dose garanta já alguma defesa extra mas a imunidade só é atingida com as duas doses. No caso da Pfizer, a segunda toma deve ser feita com 21 dias de diferença e os tais 95 por cento só se atingem sete dias após o processo, no da Moderna são 28 dias de diferença entre as duas doses (e 14 dias para a imunidade). Em todo este tempo, os cuidados mantém-se. E mesmo vacinados o que se garante é uma redução significativa dos riscos, não a sua total ausência.

Dos sintomas aos efeitos secundários, devo vacinar-me?

Em caso de sintomas, os procedimentos mantém-se: deve evitar locais públicos e o contacto com outras pessoas. Caso esteja com sintomas de outra doença aguda, deve estar recuperado antes de se vacinar, evitando quaisquer riscos de sobreposição de sintomas ou eventuais efeitos secundários. Pessoas com historial de reações anafiláticas, nomeadamente a vacinas, devem seguir as instruções do médico.

E a vacina resulta?

Ainda há divergências sobre o nível de imunidade necessária na população. Mas as vacinas impedem as pessoas de desenvolverem sintomas da Covid-19, e parar as infeções é crucial para travar a propagação do coronavírus e construir a tal imunidade de grupo.

Pessoas que já tenham contraído e recuperado do vírus não são consideradas prioritárias para a vacinação mas não estarão excluídas, e uma das razões é porque ainda não se sabe que imunidade poderá haver a médio-longo prazo para quem já contraiu o coronavírus.

É importante perceber que ser vacinada não garante a cem por cento que não contraíremos a doença.

Quando posso ser vacinado?

O plano de vacinação em Moçambique ainda não se definiu.

Quanto custa a vacina?

O custo da vacina em Moçambique ainda não se definiu. A distribuição da vacina em Portugal é universal, gratuita e facultativa. Ninguém será forçado a ser vacinado e deve procurar informar-se para esclarecer quaisquer dúvidas.

2 Comments

leave a reply