Canadá: Onda de calor causa dezenas de mortes súbitas

Dezenas de pessoas foram vítimas de morte súbita nos últimos dias na área de Vancouver, um pico de óbitos associado à onda de calor no Canadá, que registou na terça-feira um novo recorde de 49,5 graus.

As autoridades contaram pelo menos 134 casos de morte súbita desde sexta-feira na região da metrópole da costa do Pacífico canadiano, que vive uma onda de calor histórica, tal como a zona ocidental dos Estados Unidos.

Os serviços de saúde receberam 233 notificações de mortes na região entre sexta-feira e segunda-feira, contra uma média de cerca de 130 registada normalmente para o mesmo período.

“Acreditamos que o calor contribuiu para a maioria das mortes”, disse também a polícia federal, acrescentando que a maior parte das vítimas eram idosos.

Pelo terceiro dia consecutivo, na localidade de Lytton, cerca de 260 quilómetros a nordeste de Vancouver, estabeleceu-se um novo recorde de calor para o Canadá (49,5 graus), de acordo com o serviço meteorológico canadiano.

O Canadá e os Estados Unidos estão a sentir recordes históricos de temperatura, uma onde de calor de intensidade extremamente rara, que já causou o encerramento de escolas e de centros de vacinação contra a covid-19.

Os aparelhos de ar condicionado e ventiladores estão a esgotar em praticamente todas as lojas e algumas cidades abriram centros de arrefecimento para a população.

A situação “perigosa e histórica, persistirá ao longo desta semana”, alertou o instituto meteorológico do país, que emitiu alertas para os estados de British Columbia, Alberta e partes de Saskatchewan, territórios do noroeste do país, e para Yukon, na fronteira com o Alasca.

No outro lado da fronteira, nos Estados Unidos, o dia de terça-feira “provavelmente ficará na história como o mais quente” de sempre em Seattle, Washington, ou na cidade de Portland, no Oregon, locais onde os máximos anteriores datam dos anos de 1940.

A vaga de calor é explicada pelos meteorologistas com um fenómeno designado por “cúpula de calor”, no qual as altas pressões retêm o ar quente da região.

A intensidade dessa “cúpula de calor” é tão grande e “tão rara estatisticamente que não acontece mais do que uma vez em poucos milhares de anos, em média”, escreveram especialistas do clima no jornal norte-americano Washington Post, lembrando, no entanto, que “a mudança climática induzida pelo homem tornou este tipo de eventos excecionais mais prováveis”.

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