Moçambique: Elevo – Grupo português vai a falência e deixa 700 trabalhadores em situações críticas

O Grupo Elevo, empresa de construção civil em vários países do mundo, acaba de fechar a porta do escritório de Maputo e abandonar 700 trabalhadores que estavam com o vencimento em atraso há vários meses sem dar qualquer satisfação. 

Segundo funcionários da empresa, a Elevo tem dado sinais de falência em Moçambique desde o início da nova pandemia do coronavírus. Na sequência, as “vítimas” contaram que os patrões da empresa deixaram o país um após o outro e correram para a sua cidade natal, Portugal, alegando resolver o problema na sede. No entanto, eles nunca voltaram.

“Quando o patronato começou a desaparecer sem dar satisfação aos funcionários, pararam de nos pagar os salários no mês de Setembro do ano passado e, em Março deste ano, acabaram por mandar fechar as portas da instituição e deram uma ordem aos que trabalhavam no escritório para trabalharem a partir de casa, deixando os técnicos das obras e os operários que trabalhavam no terreno largados à sua própria sorte”, conta um dos trabalhadores da empresa.

“Temos colegas que se encontram em situações críticas em Massingir, Cabo Delgado, Matutuine, entre outros pontos do país, a prestarem serviços e que não têm nem condições de regressar às suas zonas de origem, aguardando que a empresa lhes pague seus salários ou lhes diga o que fazer daqui em diante, mas sem nenhuma resposta até aqui”, explica outra fonte.

A fonte afirmou ainda ter tentado contactar a entidade patronal, mas esta alegou tratar do assunto com Nuno Amorim, Director Financeiro da empresa, que optou por não atender ao telefone por pressão dos trabalhadores. Na verdade, ele deixou este país, neste momento, encontrou-se na vizinha África do Sul.

“Tudo o que ficamos a saber é que a empresa está com muitos problemas, têm dívidas com vários bancos. Pedimos a quem é de direito para que resolva o nosso problema e nos dê uma solução, porque nos sentimos abandonados”, acrescentam.

Segundo eles, entraram com queixa no Ministério do Trabalho e Segurança Social em janeiro do ano passado, a ação já foi encaminhada ao tribunal, mas, até o momento, não há informações.

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