Depois do ciclone Freddy: o INGD precisa de 9,3 milhões de dólares para reconstruir Inhambane

O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGD) necessita de cerca de 600 milhões de meticais (9,3 milhões de dólares, à taxa de câmbio actual) para reparar os danos causados pela passagem do ciclone Freddy, em Fevereiro, na província de Inhambane, sul do país, segundo uma notícia publicada na edição de terça-feira do jornal “Notícias”, de Maputo.

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Segundo o técnico do INGD, Luís Bomba, que falava ao Comité Provincial de Emergência (COE), durante uma visita a Inhambane de membros da Comissão Permanente do Parlamento moçambicano, a Assembleia da República, “o ciclone afectou 23.339 agregados familiares, equivalentes a 107.614 pessoas, nos distritos de Inhassoro, Mabote e Massinga, bem como nas cidades de Vilankulo, Maxixe e Inhambane”.

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A erosão na província também se agravou em consequência das fortes chuvas, que provocaram inundações, bloquearam estradas e destruíram pontes, salas de aula e outras infra-estruturas públicas e privadas.

“O INGD criou 33 centros de alojamento durante a emergência, mas 32 deles foram desmantelados. Neste momento, 50 agregados familiares ainda estão a receber assistência no distrito de Mabote”, explicou Bomba, acrescentando que o instituto e os seus parceiros já atribuíram 17.155 toneladas de alimentos a 3.431 agregados familiares.

“986 produtores também receberam insumos agrícolas; mas o objectivo é chegar a 35.936 pessoas”, disse Bomba. “Ainda estamos a tentar chegar a zonas inacessíveis, como o distrito de Mabote, onde é difícil deslocar pessoas e bens devido às cheias”.

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