Moçambique: “Mataram um membro da força local que estava a guarnecer a aldeia”, disse um dos residentes.

Um grupo armado matou um membro de uma milícia local em Nangade, Cabo Delgado, disseram residentes na região do norte de Moçambique que há quatro anos e meio enfrenta a agressão de insurgentes.

O ataque aconteceu na sexta-feira, na comunidade de Chibao.

“Mataram um membro da força local que estava a guarnecer a aldeia”, disse um dos residentes.

“Passaram por Chibao e ontem [domingo] por Muia, aldeias próximas” da vila sede de Nangade, acrescentou, sem mais detalhes.

Outro residente disse que, apesar de serem avistados, a sua capacidade de ataque parece estar reduzida devido ao “apertar do cerco”.

Em fevereiro, uma equipa de militares moçambicanos e parceiros africanos foi destacada para Muia, ao mesmo tempo que a vila de Nangade servia de ponto de passagem para deslocados chegarem a outros locais da província.

Aquele distrito tem sido alvo de vários ataques de rebeldes desde o início do ano.

Nangade está entre duas partes distintas de Cabo Delgado: a nascente faz fronteira com Palma e Mocímboa da Praia, palco dos principais confrontos, e do lado poente com Mueda, que tem servido de refúgio para milhares de deslocados.

À medida que a ofensiva apoiada pelo Ruanda e Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) avança, desde julho de 2021, suspeita-se que também os rebeldes fogem para distritos e províncias vizinhas.

A província de Cabo Delgado é rica em gás natural, mas aterrorizada desde 2017 por rebeldes armados, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

Há 784 mil deslocados internos devido ao conflito, de acordo com a Organização Internacional das Migrações (OIM), e cerca de 4.000 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED.

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