Moçambique: PR moçambicano agrava restrições face a terceira vaga da pandemia

Filipe Nyusi, anunciou onten um agravamento das restrições para prevenção da covid-19, devido ao avançar da terceira vaga, a pior já registada no país.

« Esta é mais grave que a segunda vaga », registada no início do ano, referiu o chefe de Estado durante uma comunicação à nação.

As medidas anunciadas para vigorar durante 30 dias a partir de 17 de julho incluem a suspensão do ensino pré-escolar em todo o país e das aulas presenciais nos restantes níveis de ensino nas cidades de Maputo (área metropolitana), Xai Xai, Inhambane, Beira, Chimoio, Tete e Dondo.

O início do recolher obrigatório noturno recua das 22:00 para as 21:00 e aplica-se a todas as cidades e vilas.

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Todos os eventos sociais, públicos ou privados, voltam a estar interditos, exceto casamentos e funerais, em que será permitida apenas a presença de um número reduzido de pessoas.

Todos os horários voltam a ser mais restritivos, com a restauração, padarias pastelarias e lojas de conveniência a fechar às 18:00.

Nas viagens internacionais, só as crianças com menos de 5 anos ficam dispensadas de teste negativo à entrada em Moçambique (o limite era 12 anos) e a validade dos testes para múltiplas entradas é reduzida de 14 para sete dias.

No desporto, só haverá exceções para treinos de seleções com provas internacionais.

São reduzidas as visitas a doentes e reclusos, são alargados os grupos de risco, serviços de emissão de documentos funcionam apenas por marcação e alguns documentos caducados beneficiam de extensão de prazo até 30 de agosto.

Flipe Nyusi sublinhou que o número de doentes internados supera o da segunda vaga, o que pode levar ao esgotamento de oxigénio e outros recursos médicos e hospitalares.

Moçambique tem hoje 406 pessoas internadas e registou 179 mortes e 18.329 casos só nos primeiros 15 dias de julho, números muito próximos dos totais de fevereiro, mês de pico da segunda vaga.

O país tem um total acumulado de 1.057 mortes e 94.733 casos de covid-19, 79% dos quais recuperados da doença.

Filipe Nyusi referiu que 11 milhões de vacinas « poderão estar em Moçambique » durante este mês e agosto e que « será intensificada » a campanha de imunização até final do ano, acreditando que « grande parte da população elegível será vacinada ».

O Ministério da Saúde moçambicano já recebeu 981 mil vacinas desde que o primeiro lote chegou ao país: a doação inicial de 200 mil doses foi feita em março, pela China, seguindo-se um reforço de 100.000 doses da Índia e 384.000 pelo mecanismo Covax, uma iniciativa impulsionada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em prol da vacinação dos países pobres.

Entretanto, o setor privado moçambicano comprou 500 mil vacinas para os seus trabalhadores, doses que chegaram em 30 de junho e das quais 139.000 foram oferecidas ao Ministério da Saúde.

A estes lotes juntaram-se, em 05 de julho, outras 50 mil doses de Portugal e 108 mil do mecanismo Covax.

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