Moçambique quer introduzir ‘drones’ na assistência humanitária

O Governo de Moçambique prevê a introdução de ‘drones’ de carga para assistência humanitária às populações afectadas por calamidades naturais, anunciou hoje o director-adjunto do Centro Nacional Operativo de Emergência (Cenoe), António Beleza.

“É um projecto complexo, mas que já está em carteira e com o financiamento disponível, através do PAM [Programa Alimentar Mundial] e da União Europeia”, afirmou Beleza, falando aos jornalistas, na cidade da Beira.

Numa primeira fase, o projecto vai formar 25 pilotos de ‘drones’ de carga  e o seu licenciamento no Instituto Nacional de Comunicações de Moçambique (INCM), para a autorização de uma linha de tráfego.

“Ainda não temos pilotos formados para pilotar estes aparelhos no país. O que estamos a fazer agora é mesmo formar e vamos precisar de 25 com licenças internacionais de aviação e certificadas pelo INCM”, afirmou.  

Com um financiamento garantido da União Europeia (UE), terão capacidade para chegar a zonas de risco de calamidades naturais.

Moçambique é um dos países mais vulneráveis ao impacto das mudanças climáticas no mundo.

Nos últimos três anos, cinco ciclones tropicais (Desmond, Idai, Kenneth, Chalane, Eloise e Guambe) causaram danos, principalmente nas províncias do centro do país.

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