Tecnologia: Fibra ótica por cabo submarino já chegou ao norte de Moçambique

A operadora de telecomunicações Vodacom anunciou hoje a chegada do primeiro cabo submarino de fibra ótica ao norte de Moçambique, garantindo que permitirá apoiar o crescimento da economia digital no país.

Em comunicado, a operadora refere que o ‘2Africa’, considerado o maior sistema de cabos submarinos de telecomunicações do mundo, chegou hoje à cidade de Nacala, província de Nampula, ligando a fibra ótica ao novo ‘data center’ também inaugurado localmente pela Master Power Technologies, parceiro do projeto, que vai ligar 33 países, 19 dos quais em África.

“Este é o primeiro cabo submarino a aterrar no norte do país, depois de ter aterrado em Maputo [sul] em fevereiro, com a promessa de maior capacidade de internet e conectividade acelerada para os clientes da Vodacom, apoiando a crescente economia digital em Moçambique”, destaca a operadora.

O cabo submarino ‘2Africa’ interliga Europa (com ligações em Portugal e Reino Unido), África (Senegal, Gana, Angola, áfrica do Sul, Moçambique, Somália, Egito, entre outros) e Ásia (Iraque, Irão, Paquistão, Índia, entre outros), num total de 46 pontos e regresso ao continente europeu através de Itália e França.

Prevê servir 3.000 milhões de pessoas quando estiver em pleno funcionamento, em 2024, num comprimento total de 45 mil quilómetros e uma largura de banda de 115 terabytes.

“Através desta infraestrutura de cabo de fibra ótica submarina, a Vodacom fornecerá uma saída internacional direta para serviços de internet mais rápidos e confiáveis no país”, explica a operadora.

O consórcio “2Africa” inclui oito parceiros internacionais, casos da China Mobile International, Meta, Bayobab, Orange Telecom Egypt; Grupo Vodafone (empresa-mãe da Vodacom) e WIOCC, as quais se juntaram em 2020 para “aumentar significativamente a capacidade, qualidade e disponibilidade de conectividade de internet entre a África e o resto do mundo”.

“A Vodacom é o parceiro designado para a aterragem em Moçambique, fornecendo infraestrutura para a instalação de cabos nos locais existentes na área do porto de Maputo e no porto de Nacala”, acrescenta.’

“A aterragem do cabo submarino ‘2Africa’ reafirma o compromisso da Vodacom em potenciar a inclusão digital em Moçambique e no continente africano, aumentando o acesso a serviços de internet de qualidade e investindo em infraestruturas de rede para o suportar. Este é um desafio ambicioso para o qual não podemos alcançar resultados sozinhos. A colaboração entre outros ‘players’ da indústria e do setor público é fundamental, para permitir a ligação de mais cidadãos no país e em todo o continente”, assumiu José Mendes da Vodacom, citado no mesmo comunicado.

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A partir dessa infraestrutura, os provedores de serviços em Moçambique “poderão obter capacidade de forma justa e equitativa, incentivando e apoiando o desenvolvimento de um ecossistema saudável de serviços de internet”.

“A conectividade internacional direta pode então ser fornecida a centros de dados, empresas e clientes distribuidores. Assim que o sistema do cabo de fibra ótica for implantado, empresas e consumidores beneficiarão de melhor qualidade, confiabilidade e menor latência para serviços de Internet, incluindo teletrabalho, streaming de vídeo de alta definição, bem como aplicativos avançados de multimédia e vídeo móvel”, sublinha a operadora.

Acrescenta que a chegada do sistema de cabo de fibra ótica a Moçambique “também oferece potencial para a tão necessária criação de empregos regionais em setores que dependem de conectividade internacional direta, como ‘data centers’, ‘call centers’ e desenvolvimento de software”, sendo uma “oportunidade de emprego pode ajudar a contribuir para o desenvolvimento socioeconómico local e nacional”.

O projeto ‘2Africa’ permitirá apoiar o crescimento do acesso 4G, 5G e à banda larga fixa, “proporcionando melhor conectividade para áreas rurais e carentes, bem como resiliência de rede”, admitindo o consórcio que represente um “impacto económico” superior a 26.200 milhões de dólares do PIB de África, “dois a três anos após seu comissionamento”.

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