Ucrânia, Suécia… Tudo o que precisa de saber sobre a cimeira crucial da NATO em Vilnius

Os Estados-Membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte reúnem-se esta terça e quarta-feira em Vilnius, na Lituânia, onde a questão do apoio a Kiev, que está em guerra com Moscovo há quase um ano e meio, será central.

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Mostrar uma frente unida numa altura em que Vladimir Putin ainda está enfraquecido pela abortada rebelião de Wagner? Os países membros da NATO reúnem-se esta semana em Vilnius, a capital da Lituânia, para uma cimeira crucial que visa, antes de mais, enviar uma mensagem forte de apoio à Ucrânia, pouco mais de 500 dias após o início da guerra liderada pela Rússia.

A questão da adesão da Suécia à Aliança, que está a ser negociada há vários meses, também estará em cima da mesa, enquanto a Finlândia se tornou, há algumas semanas, o 31º membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte.

Trata-se de um compromisso claro de expansão por parte da NATO, que espera dissuadir o Kremlin de lançar novas ofensivas no futuro.

  • Suécia em posição privilegiada para aderir à Aliança

O Secretário-Geral da NATO, Jens Stoltenberg, ficou muito satisfeito ao saber que, após meses de negociações, Recep Tayyip Erdogan tinha concordado, na segunda-feira à noite, em transmitir o protocolo de adesão da Suécia ao Parlamento turco “o mais rapidamente possível”.

A Hungria também ainda não aprovou a adesão, mas o seu primeiro-ministro, Viktor Orban, prometeu não ser o último a dar o salto, sugerindo que poderia atuar rapidamente.

O primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, saudou “um bom dia” para o seu país e um “passo muito importante”.

“A adesão da Suécia à NATO é um passo histórico que beneficia a segurança de todos os aliados da NATO neste momento crítico. Torna-nos a todos mais fortes e mais seguros”, afirmou Jens Stoltenberg.

  • Mas não a Ucrânia, que “não está preparada”.

Por outro lado, a entrada da Ucrânia na NATO, embora desejada por muitos países, ainda não está na ordem do dia. A Aliança anunciou que vai levantar o MAP (Membership Action Plan), uma espécie de antecâmara da adesão à NATO que estabelece um certo número de objectivos de reforma, a fim de simplificar o processo de adesão.

“Mas a Ucrânia terá ainda de realizar outras reformas antes de aderir à NATO”, disse à AFP um funcionário ocidental sob condição de anonimato.

Especialmente porque o Presidente dos EUA, Joe Biden, antes de viajar para a Europa este fim de semana, afirmou que a Ucrânia “não está preparada” para aderir à NATO enquanto Kiev estiver em guerra com Moscovo.

A adesão antes do fim do conflito significaria, de acordo com os estatutos da Aliança, que os 31 países membros da NATO se encontrariam em guerra com a Rússia.

  • Kiev continuará a receber armas

No entanto, os membros da Aliança tencionam dar esta semana garantias quanto ao seu empenhamento na defesa da Ucrânia. Vários pesos pesados da NATO estão a negociar possíveis compromissos de fornecimento de armas a longo prazo a Kiev, refere a AFP.

“A França vai pedir que o apoio militar maciço fornecido pelos aliados e pela União Europeia seja mantido e prolongado, para que estas garantias de segurança permitam à Ucrânia não só repelir a agressão atual, mas também, no futuro, dissuadir qualquer novo ataque”, explicou o Eliseu à imprensa na segunda-feira.

Quaisquer novas promessas de armamento viriam juntar-se às dezenas de milhares de milhões de dólares de equipamento já entregues à Ucrânia desde o início da guerra.

Entretanto, na sexta-feira, a Ucrânia já obteve de Washington a promessa de entregar bombas de fragmentação, armas altamente controversas acusadas de causar numerosas vítimas civis colaterais. A Rússia viu esta promessa como uma “admissão de fraqueza” e considera os Estados Unidos responsáveis por futuros “crimes de guerra” em solo ucraniano.

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