Moçambique: Missão militar da SADC vai ser lançada hoje em Cabo Delgado

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“O ato irá constituir o ponto mais alto da materialização das decisões da Cimeira Extraordinária da SADC realizada em Maputo, a 23 de junho de 2021, e assinala a plena prontidão para o desdobramento no Teatro Operacional Norte, no sentido de apoiar a República de Moçambique no combate ao terrorismo e extremismo violento que assolam alguns distritos da província de Cabo Delgado, com impacto no país e na região”, refere a nota de imprensa.

O comunicado assinala que o contingente da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) integra as forças de defesa e segurança da África do Sul, Botswana, Angola, Lesoto e Tanzânia, nas especialidades de forças terrestres, navais, aéreas, informações, logística, entre outros.

“Neste momento, o exército moçambicano, em coordenação com as forças ruandesas, regista avanços significativos na ocupação de importantes bases dos terroristas, com registo de pesadas baixas do lado inimigo, o que permite a retoma da normalidade nas áreas outrora consideradas de risco”.

Não é publicamente conhecido o número de militares que a organização vai enviar a Moçambique, mas peritos da SADC que estiveram em Cabo Delgado já tinham avançado em abril que a missão deve ser composta por cerca de três mil soldados. 

As Forças de Defesa e Segurança de Moçambique contam, desde o início de julho, com o apoio de mil militares e polícias do Ruanda para a luta contra os grupos armados, no quadro de um acordo bilateral entre o Governo moçambicano e as autoridades de Kigali. 

O Ministério da Defesa de Moçambique confirmou na segunda-feira a reconquista da vila de Mocímboa da Praia pelas forças conjuntas moçambicanas e ruandesas, avançando que os combates continuam para a “consolidação das zonas que prevalecem críticas”.

Grupos armados aterrorizam a província de Cabo Delgado desde 2017, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

Na sequência dos ataques, há mais de 3.100 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED, e mais de 817 mil deslocados, segundo as autoridades moçambicanas.

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