Os perigos das novas dietas da moda

Sabe aquelas dietas em que vê os números da balança a descer muito rapidamente? Em que é possível perder logo 5 quilos numa semana e 8 em dias. O cenário ideal para quem quer entrar no Verão em forma e entrar no fato-de-banho, portanto.

Não se entusiasme, temos más notícias para si: as dietas mais eficazes são na verdade as menos saudáveis. Razão: “São aquelas em que se perde mais massa muscular e em que se mantém, ou até aumenta, a massa gorda. Funcionam à custa da desidratação”, explica o especialista em Medicina Interna, André Casado. Ou seja, perde peso sim, mas também perde saúde.

Quanto mais tempo a dieta durar, também maior o prejuízo. “Os órgãos internos estão protegidos por uma massa gorda que é aquela que desaparece mais rapidamente e portanto há perturbação do funcionamento quando estas dietas são prolongadas”, diz Helena Saldanha, professora catedrática jubilada de Medicina Interna.

É fácil perceber, basta recordar-se do que aprendeu na escola. As proteínas servem para construir músculo e os hidratos de carbono energia, certo? Contudo, estas funções não são estanques, o organismo tem vias alternativas para suprir necessidades. “Se, por exemplo, abolir da sua dieta os hidratos de carbono, o corpo arranja maneira de consumir energia de outras maneiras. Como? Consumindo os músculos e os órgãos”, explica André Casado. Antes de começar a cortar calorias, talvez queira ler este artigo. Conheça os principais perigos de sete das mais conhecidas modas alimentares.

Sem glúten (para quem não é celíaco)

Um estudo publicado em Março de 2017 e realizado ao longo de 30 anos pelo Nurses Health Study – uma investigação prospectiva sobre os factores de risco para as maiores doenças crónicas em mulheres -, concluiu que as pessoas que consumiam glúten tinham menos risco de desenvolver diabetes tipo 2. 

Detox

Numa dieta deste género há um défice de vitamina B12, indispensável à formação de glóbulos vermelhos, e em crianças e adolescentes este défice pode ter um impacto grave na vida futura”, acrescenta.

Low-carb

Eliminar fontes de hidratos de carbono significa também consumir o dobro ou o triplo de alimentos ricos em proteínas e em gordura. Resultado: maior risco de desenvolver problemas renais e problemas cardíacos.

Jejum prolongado

O problema é que o organismo com fome começa a consumir os seus próprios músculos e os ácidos gordos indispensáveis ao funcionamento cerebral. Os efeitos podem ser evidentes logo ao fim de algumas semanas e incluem alucinações, perda de memória, diminuição da actividade, diminuição da capacidade intelectual para raciocínios rápidos e fraqueza muscular.

Dieta de Dukan

Lembra-se das consequências de um jejum prolongado? Aqui o perigo é praticamente o mesmo, mas com prejuízos menos graves para o cérebro. Razão: uma pessoa não aguenta (fisicamente) muito tempo a consumir só proteínas e gorduras.

Chá

O grande problema está na continuidade, como sempre. Por causa da falta de proteínas, indispensáveis à formação de músculos. “Uma pessoa com mais de 65 anos que deixe de comer e só beba chá arrisca-se a ter problemas respiratórios, porque os músculos intercostais [do tórax] são muito fininhos e vão reduzindo com o envelhecimento.

Dieta do Paleolítico

A dieta assenta na premissa de que devemos adoptar um regime alimentar semelhante aos nossos antepassados para ficarmos mais magros e mais saudáveis. Mas, naquela altura, o homem vivia metade do tempo do que se vive agora. 

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