Turquia: Sinan Ogan, terceiro homem nas sondagens, apoia Erdogan

Ogan reuniu-se no domingo com Erdogan em Istambul durante uma hora e não foram divulgadas mais informações sobre a reunião, mas o candidato nacionalista negou ter negociado o seu apoio ao atual Presidente

O terceiro candidato mais votado na primeira volta das presidenciais turcas manifestou esta segunda-feira o seu apoio a Recep Tayyip Erdogan, o Presidente que procura a reeleição na segunda volta.

O candidato nacionalista Sinan Ogan, de 55 anos, recebeu 5,17 por cento da votação no passado dia 14, representando uma percentagem do eleitorado que poderá decidir a segunda volta de dia 28 a favor de Erdogan, que teve 49,2% dos votos.

O segundo classificado na primeira volta foi o opositor Kemal Kiliçdaroglu, que recebeu 45,07% dos votos. “Declaro o meu apoio a Recep Tayyip Erdogan, candidato da Aliança do Povo, na segunda volta das eleições”, afirmou hoje Ogan em declarações aos jornalistas em Ancara.

A maioria parlamentar obtida pelo partido de Erdogan foi determinante na decisão de Ogan, que destacou que é importante que o Presidente seja da mesma cor política.

A aliança de partidos da oposição que apoiou Kiliçdaroglu “não demonstrou êxito suficiente contra a Aliança do Povo [de Erdogan] que está no poder há 20 anos e não conseguiu convencer os eleitores”, contrapôs.

Ogan reuniu-se no domingo com Erdogan em Istambul durante uma hora e não foram divulgadas mais informações sobre a reunião, mas o candidato nacionalista negou ter negociado o seu apoio ao atual Presidente.

Analistas ouvidos pela Associated Press notaram que apesar do apoio declarado de Ogan, não é certo que os seus apoiantes votem nesse sentido, salientando que o partido anti-imigração que apoiou o terceiro candidato mais votado ainda não se pronunciou.

Na semana passada, Ogan disse aos meios de comunicação turcos que as condições para apoiar Erdogan incluiriam uma postura mais dura em relação ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão, que Ancara considera terrorista, e a definição de um calendário para repatriar milhões de refugiados, incluindo 3,7 milhões de sírios.

Erdogan respondeu em declarações à CNN International que não cederia a exigências: “Não sou o tipo de pessoa que negoceie assim, será o povo a decidir”.

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