África: PR da África do Sul coloca ministro da Saúde em « licença especial »

O Presidente Cyril Ramaphosa colocou hoje o ministro da Saúde, Zweli Mkhize, em « licença especial », enquanto estão sob investigação alegados pagamentos multimilionários irregulares no âmbito de contratos ligados à covid-19.

A Presidência da República sul-africana, adiantou, em comunicado divulgado no sítio oficial de Internet, que « este período de licença especial permitirá ao ministro atender a denúncias e investigações relativas a contratos entre o Ministério da Saúde e um prestador de serviços, a Digital Vibes ».

O comunicado refere que « a Unidade de Investigações Especiais [SIU, na sigla em inglês] está a investigar o caso e o Presidente aguarda um relatório sobre o resultado dessa investigação ».

A ministra do Turismo, Mmamoloko Kubayi-Ngubane, exercerá o cargo interinamente « até novo aviso », adianta a nota.

Em 2 de junho, numa comunicação ao parlamento, o diretor do SIU, Andy Mothibi, referiu que a Unidade de Investigações Especiais da África do Sul, no âmbito do Ministério da Justiça, está a investigar cerca de 14,3 mil milhões de rands (842,8 milhões de euros) em alegada corrupção pública no combate à covid-19, que inclui familiares do ministro da Saúde, Zweli Mkhize, que é próximo do Presidente Cyril Ramaphosa.

A mais recente denúncia visa a empresa de relações públicas e comunicação Digital Vibes, que foi contratada pelo Ministério da Saúde para trabalhar na comunicação das políticas públicas relativas à covid-19, desde março de 2020.

A imprensa sul-africana revelou que o ex-porta-voz do ministro da Saúde, Tahera Mather, e a sua assistente pessoal, Naadhira Mitha, teriam recebido irregularmente milhões de rands através de serviços de comunicação em torno da covid-19, que, por sua vez, teria beneficiado financeiramente e materialmente também o filho do ministro Mkhize.

O ministro da Saúde sul-africano, Zweli Mkhize, antigo tesoureiro e membro da direção nacional do Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês), é o mais recente governante sul-africano a enfrentar novo escândalo de corrupção pública no país, depois de o partido no poder ter suspendido recentemente o seu secretário-geral, Ace Magashule, que enfrenta na justiça um caso de alegada fraude e corrupção de 255 milhões de rands (13,5 milhões de euros).

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